O turismo internacional bancado com o dinheiro do pagador de impostos brasileiro parece não ter limites, especialmente quando os passageiros ocupam o topo do funcionalismo público.
Todos os anos, um badalado fórum jurídico realizado em Lisboa, capital de Portugal, atrai dezenas de autoridades brasileiras. O problema central não é a realização do encontro, mas quem assina o cheque das passagens aéreas: VOCÊ.
Sob o pretexto de "aprimoramento institucional", diversos órgãos públicos abrem os cofres para financiar uma verdadeira excursão europeia para magistrados, políticos e servidores.
Enquanto o país enfrenta uma crise de arrecadação e debate cortes de gastos, o Estado naturaliza o desperdício de recursos em agendas que frequentemente misturam lobby, interesses corporativos e turismo de elite. É inaceitável que a transparência seja tratada como opcional.
Onde estão os órgãos de controle? Por que, todos os anos, essa comitiva é bancada pelo cidadão?
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