O Ministério da Justiça decidiu manter, ao menos por enquanto, os delegados da Polícia Federal cedidos ao STF. A decisão veio após o ministro André Mendonça manifestar preocupação ao Palácio do Planalto com a possível saída de um assessor de seu gabinete, segundo informações divulgadas pela imprensa.
A medida impede que o Supremo seja incluído entre os órgãos obrigados a devolver policiais federais à corporação. Nos bastidores, a discussão ganhou força porque um dos delegados que poderiam ser afetados atua em investigações de grande repercussão, como os casos envolvendo o INSS e o Banco Master.
O governo afirma que a prioridade é fortalecer a Polícia Federal e ampliar o combate ao crime organizado. Já integrantes da PF e da Associação Nacional dos Delegados argumentam que o número de servidores cedidos é pequeno e não compromete o efetivo da instituição.
Curiosamente, a Polícia Federal possui tradição de cooperação com outros órgãos do Estado, inclusive tribunais superiores. O debate atual mostra como decisões administrativas podem ter reflexos importantes no equilíbrio entre os Poderes e no andamento de investigações que despertam a atenção de todo o país.

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