Empresário alvo da Operação Mederi foi candidato derrotado à Prefeitura de Upanema em 2024.
Dinheiro apreendido na residencia de Monthalggan
Um dos empresários alvos da Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal, disputou a Prefeitura de Upanema nas eleições municipais de 2024, mas acabou sendo derrotado nas urnas.
Oséas Monthalggan Fernandes da Costa (MDB) aparece de forma recorrente na decisão judicial que autorizou a operação, a partir da análise de diálogos interceptados no curso das investigações.
Monthalggan obteve apenas 3.181 votos (29,57 %) e foi derrotado pelo atual prefeito Renan do PP, que foi reeleito com 7.237 votos (67,28 %).
Ele detem farmácias no bairro Sumaré em Mossoró.
De acordo com a decisão, obtida pelo Blog do Dina, as apurações identificaram a existência de um esquema de corrupção que teria sido denominado pelos próprios investigados como “Matemática de Mossoró”.
As conversas atribuídas aos empresários da empresa DISMED descrevem, de forma detalhada, a suposta divisão de valores desviados de contratos públicos.
Em um dos trechos citados no documento, um dos sócios, Oseas Monthalggan, afirma que 15% dos valores obtidos seriam destinados a uma pessoa identificada como “ALLISSON”.
Em outro áudio transcrito, os investigados relatam que, de um lucro estimado em R$ 130 mil, cerca de R$ 100 mil seriam utilizados para o pagamento de propinas.
A divisão mencionada indicaria 10% para uma pessoa chamada “Fátima” e 15% para o prefeito, restando aproximadamente R$ 30 mil para a empresa, valor que, segundo os diálogos, gerava insatisfação entre os sócios.
A decisão judicial também descreve o modus operandi do esquema investigado.
Conforme a apuração, ordens de compra no valor de R$ 400 mil eram emitidas pela Prefeitura, mas a empresa forneceria apenas metade dos medicamentos contratados, cerca de R$ 200 mil.
O valor pago por produtos que não teriam sido entregues seria, segundo a investigação, utilizado para garantir os lucros dos empresários e o pagamento das comissões ilícitas.
Para a autoridade policial, conforme registrado na decisão, o modelo de pagamento por medicamentos não entregues apresenta semelhanças com irregularidades apontadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) em outros municípios.
Os diálogos atribuídos aos investigados são tratados como elementos relevantes para demonstrar a suposta manipulação de contratos públicos com finalidade de desvio de recursos.
Blog Ismael Sousa

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