O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB), fez neste sábado (30) sua declaração mais contundente até agora sobre a decisão de não assumir o Governo do Estado em uma eventual renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) para disputar o Senado. Em entrevista à 98FM Natal, Walter afirmou que abriu mão de um projeto político construído há anos após concluir que a falta de transparência da gestão de Fátima Bezerra sobre a situação financeira do Estado inviabilizaria um mantado de apenas alguns meses e poderia comprometer seu legado político.
O vice-governador afirmou que decisão foi tomada após reuniões com integrantes da equipe econômica do governo e conversas com lideranças nacionais do MDB.
“Foi uma decisão das mais difíceis da minha vida”, afirmou.
Walter lembrou que aceitou disputar a vice-governadoria em 2022 justamente porque vislumbrava a possibilidade de assumir o Executivo no último ano do mandato, já que Fátima não poderia disputar a reeleição.
“Eu sonhei, lutei e trabalhei para isso”, declarou.
Apesar disso, o vice-governador disse que, ao analisar as contas públicas, encontrou um cenário que classificou como “muito delicado”. Entre os problemas citados, ele mencionou o passivo relacionado aos empréstimos consignados dos servidores estaduais, que, segundo relatou, chegaria a cerca de R$ 360 milhões.
“Era uma bomba muito grande. Era uma bomba mesmo”, disse.
Walter afirmou ainda que tomou conhecimento de dificuldades fiscais que, segundo ele, já indicavam a impossibilidade de cumprir compromissos futuros da administração estadual. Como exemplo, citou o reajuste salarial dos servidores, que acabou sendo parcelado pelo governo.
“Se eu fosse o governador, era greve geral na rua”, afirmou.
Com informações de Portal da 98 FM

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