Uma nova operação da Polícia Federal jogou luz sobre um esquema bilionário de fraudes que atinge diretamente a Caixa Econômica Federal e levanta mais uma vez o alerta sobre o uso de recursos públicos no país.
Batizada de Operação Fallax, a ação foi deflagrada nesta quarta-feira (25/3) e já resultou em 21 mandados de prisão, 43 ordens de busca e apreensão e o bloqueio de R$ 47 milhões em bens. Até o momento, 10 pessoas foram presas.
Segundo as investigações, a organização criminosa teria desviado mais de R$ 500 milhões por meio de um sofisticado esquema que envolvia cooptação de funcionários de instituições financeiras e o uso de empresas para movimentar e esconder dinheiro ilícito.
Entre os principais alvos está o empresário Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor, além de um ex-sócio da companhia. A Justiça autorizou ainda a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 empresas, ampliando o alcance da investigação.
O Grupo Fictor, que atuava em áreas como agronegócio, setor financeiro e infraestrutura, chegou a acumular dívidas de cerca de R$ 4 bilhões e entrou com pedido de recuperação judicial em fevereiro. Com presença internacional, incluindo escritórios em São Paulo, Miami e Lisboa, o conglomerado agora está no centro de um dos maiores escândalos recentes envolvendo crédito bancário.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e corrupção, com penas que podem ultrapassar 50 anos de prisão.
O caso reacende críticas e debates sobre falhas em mecanismos de controle e fiscalização no sistema financeiro, além de levantar questionamentos políticos em meio ao atual cenário nacional sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
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