O criador da página “Choquei”, Raphael Sousa, é apontado pela Polícia Federal como operador de mídia de uma organização investigada por movimentar mais de R$ 1,6 bilhão em um esquema de lavagem de dinheiro. Segundo as autoridades, ele receberia altos valores diretamente para divulgar conteúdos favoráveis a artistas, promover plataformas de apostas e rifas e atuar na mitigação de crises de imagem relacionadas às investigações. Em nota, a defesa de Raphael alega que o dono do Choquei apenas presta “serviços publicitários por meio de sua empresa, responsável pela comercialização de espaço de divulgação digital”.
Raphael foi preso na manhã desta quarta-feira (15), durante a Operação Narco Fluxo, que também teve como alvos os MCs Ryan SP e Poze do Rodo, além do empresário e influenciador Chrys Dias. A ação foi deflagrada para desarticular uma associação criminosa voltada à movimentação ilícita de valores no Brasil e no exterior, inclusive por meio de criptoativos, e contou com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
De acordo com as investigações, o grupo atuava em esquemas estruturados de lavagem de capitais, utilizando operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com ativos digitais. O volume movimentado pelos suspeitos ultrapassa R$ 1,6 bilhão em um período de 24 meses.
Em nota, a defesa de Raphael Sousa afirmou que o vínculo do empresário com os fatos investigados “ decorre, exclusivamente, da prestação de serviços publicitários por meio de sua empresa, responsável pela comercialização de espaço de divulgação digital”.
“Os valores por ele recebidos referem-se a serviços efetivamente prestados de publicidade e marketing, atividade lícita e regularmente exercida há anos”, afirma o advogado Pedro Paulo de Medeiros.

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