Pais e mães de estudantes da rede estadual do Rio Grande do Norte denunciaram a falta de professores no retorno às aulas deste ano letivo. Em diferentes municípios, responsáveis afirmam que turmas seguem sem docentes em disciplinas essenciais, o que tem gerado revolta e preocupação com o calendário escolar.
“É um descaso com a educação”, relatou um grupo de pais, que cobra providências imediatas da Secretaria Estadual de Educação. Segundo os relatos, algumas escolas iniciaram o ano com carga horária reduzida e conteúdos comprometidos pela ausência de profissionais.
A situação reacende o debate sobre a política educacional adotada pela governadora Fátima Bezerra, que é professora e teve como uma das principais promessas de campanha a melhoria da educação pública no estado.
Indicadores educacionais recentes mostram desafios persistentes. Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica mostram que o ensino médio da rede estadual do RN não alcançou as metas projetadas nos últimos ciclos avaliativos. Além disso, resultados do Ideb anteriores e posteriores ao início da atual gestão indicam estagnação ou variações negativas em algumas etapas do ensino.
Outro dado que preocupa é o desempenho dos estudantes potiguares no Exame Nacional do Ensino Médio, que tem apresentado médias abaixo da média nacional em diferentes áreas do conhecimento. Relatórios também apontam dificuldades estruturais, déficit de profissionais efetivos e recorrência de paralisações ao longo dos últimos anos.
Em 2023 e 2024, greves da categoria impactaram o calendário escolar, com reposições que se estenderam por meses. A combinação de falta de professores, dificuldades orçamentárias e instabilidade no calendário prejudica o aprendizado e amplia a defasagem educacional.
![]() |

Nenhum comentário:
Postar um comentário