segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

A confirmação reacendeu o alerta das autoridades sanitárias no sul da Ásia, região que já convive com o histórico de surtos do vírus Nipah

 A confirmação reacendeu o alerta das autoridades sanitárias no sul da Ásia, região que já convive com o histórico de surtos do vírus Nipah — uma doença rara, altamente letal e sem tratamento específico. Embora o caso registrado em Bangladesh seja isolado até o momento, a proximidade geográfica e os episódios recentes na Índia reforçam a necessidade de vigilância contínua.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), todas as 35 pessoas que tiveram contato direto com a paciente foram identificadas, acompanhadas e testaram negativo até agora, o que reduz o risco imediato de transmissão comunitária. Ainda assim, equipes de saúde seguem monitorando a área e orientando a população sobre sinais de alerta.


De acordo com informações divulgadas pelo jornal britânico Daily Mail, a paciente — uma mulher entre 40 e 50 anos — começou a apresentar sintomas em 21 de janeiro. O quadro inicial incluiu febre e manifestações neurológicas, como dor de cabeça intensa, cãibras musculares, perda de apetite e vômitos. Em poucos dias, a doença evoluiu de forma agressiva, levando a confusão mental, hipersalivação excessiva e convulsões.


Ela foi internada no dia 27 de janeiro, mas perdeu a consciência rapidamente e morreu no dia seguinte. Exames laboratoriais confirmaram posteriormente a infecção pelo vírus Nipah.


Especialistas destacam que o vírus é transmitido principalmente por meio do contato com morcegos frugívoros ou alimentos contaminados, além de poder se espalhar entre humanos em situações específicas. A taxa de mortalidade pode ultrapassar 70%, o que torna cada novo caso motivo de atenção internacional.


Autoridades de saúde locais reforçaram campanhas educativas, intensificaram o rastreamento de possíveis contatos e alertaram hospitais para a identificação precoce de sintomas, numa tentativa de conter qualquer novo avanço do vírus na região.


📸 Reprodução / Reuters



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