Jovem opositor da ditadura de 1964, membro do finado Partido Comunista Brasileiro, vereador, deputado, ministro destacado de dois governos, executor de uma reforma agrária que desagradou a ruralistas e ao MST, esquerdista com confiança do Exército, golpista de direita para o PT, operador de bastidores. Morto neste domingo (18) aos 73 anos, no hospital DF Star, em Brasília, Raul Belens Costa Jungmann Pinto trazia consigo os epítetos acima e outros mais.
Com trajetória marcante na vida pública brasileira, Jungmann ocupou cargos de destaque no Executivo federal. No governo Fernando Henrique Cardoso, foi ministro da Reforma Agrária. Anos depois, voltou ao primeiro escalão como ministro da Defesa e, posteriormente, da Segurança Pública.
Após deixar a política institucional, passou a atuar no setor privado e presidia o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), função que exercia até o agravamento do quadro de saúde. Reconhecido pela atuação em áreas estratégicas do Estado, Jungmann deixa um legado ligado à gestão pública e ao debate sobre desenvolvimento e segurança no país.

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