Enquanto o governo Lula repete que a educação é prioridade, os números mostram outra ordem de preferência. Os incentivos via Lei Rouanet já ultrapassam R$ 8 bilhões neste terceiro mandato, acelerando a captação e a liberação de recursos por meio de renúncia fiscal para bancar projetos culturais, eventos e produções que giram em torno do mesmo circuito que historicamente se beneficia desse modelo.
Do outro lado, professores da educação básica, que sustentam o futuro do país em salas de aula lotadas e com estrutura precária, receberam um reajuste de apenas R$ 18 no piso salarial. É um aumento simbólico, quase ofensivo, que não repõe inflação, não melhora o poder de compra e não resolve a realidade de quem vive no limite do orçamento.
O contraste é duro e revelador. Bilhões vão para a vitrine, enquanto a educação fica com migalhas. A retórica de valorização do magistério vira propaganda quando confrontada com a realidade do contracheque. No fim, a mensagem que chega ao Brasil real é simples: enquanto Lula enche o bolso de artistas alinhados ideologicamente ao governo, ele dá um aumento pífio aos professores e trata como detalhe o que deveria ser prioridade nacional.

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