Farra do INSS: presidente de ONG já foi preso por organização criminosa
Uma associação investigada por faturar R$ 221,8 milhões na Farra do INSS, a Confederação Brasileira dos Trabalhadores de Pesca e Aquicultura (CBPA), com sede em Brasília, tem como presidente um aposentado com um histórico delicado. Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, que lidera a CBPA, já foi preso anteriormente por suposta ligação com uma organização criminosa na capital do país. Em 2015, ele foi alvo da Operação Enredados da Polícia Federal, onde foi apontado como líder de um esquema envolvendo crimes ambientais e contra a administração pública.
Abraão foi detido sob acusações que incluíam corrupção ativa, crimes ambientais e emissão de autorizações irregulares. Apesar de ter sido solto em 2016, em 2020 enfrentou uma nova denúncia por falsidade ideológica, relacionada a valores não declarados em sua campanha eleitoral. Recentemente, em 2025, ele foi condenado, podendo recorrer da decisão.
Durante seu depoimento à CPMI do INSS, Abraão Lincoln foi acusado de falso testemunho e acabou sendo detido temporariamente. Além disso, a CBPA foi citada em investigações sobre descontos indevidos e práticas questionáveis. A associação, que conseguiu um grande número de associados em pouco tempo, está sob suspeita de incluir descontos em benefícios de pessoas falecidas e de utilizar métodos questionáveis para aumentar sua base de associados.
A CGU levantou dúvidas sobre a legalidade das ações da CBPA, apontando inclusive a contratação de uma empresa de telemarketing para obter filiações, o que seria proibido pelo acordo com o INSS. Além disso, a associação teria solicitado descontos em benefícios de pessoas que já faleceram, levantando mais questionamentos sobre suas práticas.
Até o momento, a CBPA e seu presidente não se manifestaram sobre as acusações e suspeitas levantadas. O caso continua em desenvolvimento e mais informações podem surgir.🔍📰
Fonte: Metrópolis

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