segunda-feira, 24 de novembro de 2025

PRISÃO DE BOLSONARO É APONTADA COMO "CORTINA DE FUMAÇA" PARA ENCOBRIR ESCÂNDALO DO BANCO MASTER

 PRISÃO DE BOLSONARO É APONTADA COMO "CORTINA DE FUMAÇA" PARA ENCOBRIR ESCÂNDALO DO BANCO MASTER


A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, tem sido criticada por lideranças bolsonaristas como uma manobra política para desviar o foco do explosivo escândalo do Banco Master. Segundo o pastor Silas Malafaia, a detenção seria “uma cortina de fumaça” para abafar investigações relativas a uma fraude bilionária envolvendo a instituição financeira. 


A controvérsia aumenta por conta de supostos vínculos entre Moraes e o Master: o escritório Barci de Moraes, que emprega a esposa do ministro, Viviane, e seus filhos, teria prestado serviços jurídicos ao banco.  Para os críticos, a coincidência seria usada para proteger interesses poderosos por meio de sua autoridade no STF. 


O escândalo em questão gira em torno de uma operação da Polícia Federal que apura a venda de carteiras de crédito supostamente falsas ao BRB, por valores que chegam a R$ 12,2 bilhões — na avaliação de especialistas, uma das maiores fraudes financeiras recentes. 


Em contraponto, a prisão de Bolsonaro foi justificada pela corte com alegações de risco de fuga, após suposta manipulação da tornozeleira eletrônica, além da convocação de uma vigília liderada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. 


Enquanto isso, a CPMI do INSS, que investiga descontos fraudulentos em benefícios de aposentados e pensionistas, segue sob controle de parlamentares de oposição.  Para alguns analistas, a narrativa de desvio de atenção reforça a tese de que há uma mobilização para enfraquecer a comissão parlamentar, que já sinalizou pedidos de prisão para envolvidos no esquema da Previdência. 


O embate entre poderes resume uma disputa dura: para os bolsonaristas, trata-se de perseguição e encobrimento; para os setores que defendem a investigação do Master e da CPMI, é uma prova de que a justiça pode estar sendo usada como arma política. A sociedade assiste dividida, entre a urgência de responsabilizar quem supostamente lesou aposentados e a dúvida sobre os reais motivos por trás das decisões judiciais.


Da redação ✍🏻



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