PF investiga desvio de recursos do MEC e mira ex-nora de Lula e ex-sócio de Lulinha
A Polícia Federal (PF) realizou nesta quarta-feira (12) a Operação Coffee Break, para investigar um suposto desvio de recursos do Ministério da Educação (MEC). Entre os alvos estão Carla Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na Gamecorp/Gol, empresa já investigada pela Lava Jato.
De acordo com a PF, os investigados podem responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa. Carla, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, teria sido contratada pelo empresário André Gonçalves Mariano, da Life Tecnologia Educacional, para defender interesses da empresa junto ao governo federal. Segundo a investigação, a Life fornecia kits de robótica e livros escolares para prefeituras de São Paulo, com valores superfaturados, desviados para empresas de fachada.
Kalil Bittar também teria recebido uma “mesada” de Gonçalves para atuar em prol da empresa. A investigação aponta que, após as eleições de 2022, Mariano passou a apostar na influência de Kalil em ministérios e estados governados pelo PT.
Durante a operação, a PF cumpriu 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva nos estados de São Paulo, Paraná e no Distrito Federal. Os passaportes dos investigados foram apreendidos. A ação contou com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Militar de São Paulo.
Em nota, a prefeitura de Sumaré informou que colaborou com a operação, destacando que a investigação se refere a contratos de 2020 e que não houve apontamento de irregularidades pela administração atual. O ex-prefeito de Limeira, Mario Celso Botion, também foi alvo, mas afirmou que os contratos realizados durante sua gestão foram feitos de forma regular e transparente, sem observações de órgãos de controle.